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Temos bons professores

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A recente divulgação dos resultados da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC) desembargou um aluvião de reproches à inteligência dos professores portugueses. A direita, rosnenta perene da educação, lambeu os beiços: tinha por fim o seu libelo de sangue contra os professores. Diligentemente, nomes costumeiros como Henrique Monteiro, do Expresso e Alexandre Homem Cristo, do Observador, perfilaram as penas cediças para o insulto: os professores são estúpidos, privilegiados, ignorantes e pior ainda, vêm de famílias pobres. Mas um pouco por toda a comunicação social, o ataque aos professores estabeleceu-se como atestado de inteligência, uma espécie de catarse pública para expurgar as entranhadas ignorâncias particulares.

Aprender e ensinar

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Ontem, a Escola Pública transformou-se num circo triste, como são - para mim - quase todos os circos. Há qualquer coisa nos circos que me deixa melancólico e agoniado. Não sei se é do chão em terra, da tenda em cima do descampado, da nobreza de uma arte que se faz hoje com fatos gastos, coçados, entre apresentadores que se transformam em malabaristas e vão a correr vestir o fato para caminhar no arame.

Ontem, Nuno Crato optou por transformar os professores em alunos; miúdos que (não) faziam uma prova de escolha múltipla, com cálculos básicos, perguntas humilhantes para quem estudou para ensinar.