Mostrar mensagens com a etiqueta Nacional. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Nacional. Mostrar todas as mensagens

Recuperar o controlo público do sector energético

quinta-feira, 24 de maio de 2018

































A privatização da GALP só beneficiou o grande capital que, ao longo dos últimos anos, se tem apropriado de colossais montantes em detrimento do Estado e dos consumidores de combustíveis. Recuperar o controlo público do sector energético é um imperativo nacional.

#pelanacionalizaçãodaGalp

O jogo das cadeiras

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Há poucos dias o alvorecer começou com a notícia de que um dos meus amigos mais queridos e que eu acho mais brilhantes ia emigrar. Não tem 30 anos, não está sem emprego. Simplesmente o dinheiro não chega para sobreviver e sustentar a sua família. Esta história podia ter sido escrita há 60 anos. Os vínculos laborais são precários, as dívidas à segurança social acumulam-se, o IVA é dos mais altos da Europa.

«Nós também estivemos lá… por pouco» por Bárbara Carvalho e Laura Almodovar

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Celebrar Abril e Maio não pode ser só estética. É sempre um momento de resistência necessário. Celebrando-se aquilo que foi, reivindica-se o que já não é. Celebramos a luta antifascista e as conquistas arrecadadas. Afirmamos a urgência dos direitos que nos são retirados, que a nossa geração já não conheceu, mas que também não esqueceu. A celebração de Abril e Maio não se ancora numa evocação identitária oca e simplista, mas sim num pulsar de exigências que nos é quotidiano.

A produção cultural, no contexto actual, já é em sim um acto de resistência, sobretudo quando politicamente posicionada, sobretudo em Abril e Maio. Elas também estiveram lá é mais do que a reivindicação da memória histórica e muito mais que uma celebração. A verbalização não sai fácil, a selecta audiência e a imediatez passional da época dificultam a tarefa, mas exigem-se umas linhas sobre as que resistiram, as que lutaram e as que as transformaram – a elas e às suas histórias – em símbolos de luta. Uma peça que, por se posicionar política e ideologicamente sem descurar o sentido estético, tem (ou teria) a capacidade de impactar públicos vastos. Uma peça que conjugando cinema, música, literatura, fotografia e teatro mostra que as opções estéticas são em si veículos de mensagens. Neste caso, numa só peça, a confluência de artes para uma construção colectiva. Uma peça de teatro político que fomenta o sentido crítico e levanta questões sem apontar, à partida, a direcção certa para o processo de reflexão de cada espectador.