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Louçã. Fica tudo dito.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

No dia 12 de Julho, o BE apresentou na Assembleia da República um voto de condenação e repúdio pela discriminação contra a comunidade cigana na Freguesia da Cabeça Gorda. De nada valeu que, pela altura da apresentação do voto, já a Freguesia da Cabeça Gorda tivesse esclarecido que o enterro do homem da comunidade cigana não se podia realizar no cemitério local pelo simples motivo de que existia um regulamento que o impedia, dado o facto de ali não ter pertença, nem morada passada ou presente.

Ora, o BE sabia que a impossibilidade de fazer o enterro no cemitério da Cabeça Gorda se devia, portanto, a um conjunto de factores, dos quais nenhum se relacionava com a etnia do cidadão. Ainda assim, pensou que seria mais um daqueles casos em que vale a pena ir a jogo contra o PCP - já que a autarquia da Cabeça Gorda é gerida pela CDU - e parece que estou a ver o Sr. Louçã lá na sua caverna a mandar umas linhas de intervenção para o Grupo Parlamentar que será sempre seu e a ponderar que já que o terreno é inclinado a seu favor, até a mentira pode ser recurso. Isto porque, para o BE, nas lutas que abre contra o PCP, o caminho está sempre facilitado. O BE sabe bem que a comunicação social tomará sempre o seu partido, o que é natural e não merece queixume mas sim denúncia, pelo simples motivo de que os óculos com que ambos olham para a sociedade são os mesmos. BE e comunicação social dominante usam os óculos da burguesia, da classe dominante, para descrever, interpretar e agir sobre os fenómenos. Falam a mesma língua e movem-se no seio da mesma classe, servindo-a portanto.

Direita ponto net

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Por estes dias temos lido uma curiosa, impressionante - mas não pouco adivinhável - sintonia a respeito da situação social e política na Venezuela. Confesso que cheguei a confundir textos do Expresso ou do Observador com os que ultimamente têm aparecido no portal Esquerda.net. A determinada altura, já não sabia se estava a ler Henrique Raposo ou Duarte Marques no Esquerda.net, se estava a ler Mariana Mortágua ou Luís Leiria no Expresso ou no Observador. Só não confundi os últimos artigos do portal do Bloco com os publicados por articulistas de “Povo Livre” ou de “O Diabo”, porque é muito pouco provável que tenha lido ultimamente o que quer que seja destes últimos, nem de passagem ou por distracção. Que o Esquerda.net se tenha tornado, por exemplo, num multifacetado arraial de arrependidos, às piruetas em assuntos internacionais e com vergonha de escrever Syriza ou Tspiras, até se admite. Que chegue ao ponto de se confundir com o argumentário mais rançoso e anti-democrático da direita mais mesquinha e reaccionária, até para o Bloco já me parece um exagero.

Sobre o glifosato e a Bayer.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Desculpem-me os leitores do manifesto74 por vir usar o vosso espaço com uma clarificação que passa perto de uma defesa pessoal, mas que, como compreenderão, é não só necessária, como colectiva.

O jornal i decidiu, no âmbito da campanha mediática em curso contra a solução governativa para que o Partido Comunista Português contribuiu, fazer uma delirante notícia com direito a meia capa. O correio da manhã, esse produto tóxico em papel que devia constar na categoria 2A da classificação da IARC - International Agency for the Research on Cancer - acompanhou de imediato. A origem da notícia está numa abstrusa manipulação de um artigo que escrevi neste blog levada a cabo por militantes e dirigentes do BE nas suas páginas de Facebook, onde me acusavam de insinuar que o BE teria recebido dinheiro da Bayer para propor a proibição do Glifosato. O i e o CM limitaram-se a aproveitar a boleia.