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Espanha é uma estaca

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Conta o rei Juan Carlos que, dias antes de morrer, Franco o mandou chamar e lhe disse: «majestade, peço-lhe apenas que preserve a unidade de Espanha». Eis os dois nós que aguentavam todas as cordas da promessa de que deixava «tudo atado e bem atado». Desde a guerra de 36, as cordas da unidade de Espanha e da monarquia seguram o fascismo e o capitalismo.

Não surpreende portanto que quando democratas e fascistas se sentaram a mesa para negociar como seria a «transição», a unidade de Espanha e a monarquia tenham ficado constitucionalmente blindadas contra a democracia. A Constituição de 1978 não admite nenhum caminho democrático para a auto-determinação nem para a república.

5 mentiras do BE sobre a constituinte venezuelana

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Apesar do boicote da oposição de extrema-direita, mais de oito milhões de pessoas elegeram a assembleia que irá redigir a próxima constituição da Venezuela. Oito milhões de eleitores é mais do que o total de votantes da MUD opositora, em 2015, ou que o número de votantes de Maduro, em 2013. O BE, no entanto, qual taquígrafo do Observador, faz coro com a campanha da comunicação social portuguesa e repete, histérico, que a Venezuela é uma ditadura.

Mas afinal a constituinte não foi eleita? Maduro mudou as regras das eleições para ganhar de qualquer forma? Não há liberdade de expressão? 30% dos deputados estão reservados automaticamente para o partido de Maduro? Desmonto aqui algumas das principais mentiras do BE sobre as eleições para a assembleia constituinte da Venezuela.

«O nosso sonho sempre foi a paz» Entrevista a Exequiel Loaisa, membro das FARC-EP e preso político pelo governo colombiano

segunda-feira, 24 de julho de 2017

O Manifesto74 conversou com Exequiel Loaisa, preso político das FARC-EP, acabado de sair de uma greve de fome para exigir ao governo colombiano o cumprimentos dos acordos de paz.

É claro o texto que assinou o Nobel da Paz, Juan Manuel Santos: passados dez dias os guerrilheiros seriam amnistiados. A organização insurgente, garante a ONU, tem cumprido escrupulosamente todos os artigos que a obrigam, incluindo a deposição das armas, mas, passados seis meses, a maioria dos cerca de 7000 guerrilheiros presos continua atrás das grades. Exequiel Loaisa, de 34 anos, nas FARC desde os 12, é um deles. Guerrilheiro, pai de dois filhos, fala das suas convicções políticas com uma serenidade que desmantela toda a propaganda sobre as «FARC narco-traficantes». Exequiel sabe pelo que luta. Com apenas um par de anos de escolaridade formal, pela qual se desculpa repetidamente, exibe uma cultura política ímpar, um conhecimento profundo dos problemas do seu povo e responde com desenvoltura, sem hesitações, a todas as perguntas. Das profundezas do pátio N.º 4 da La Picota, uma das mais infames masmorras da América Latina, explica-nos as razões da guerra e da paz na Colômbia. Numa entrevista feita em condições precárias, ao longo de vários dias, diz-nos que é preciso lutar, até à vitória sempre.