A Festa não se explica, vive-se!

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Como se explica algo que não existe em mais lado nenhum? Como se transmitem todos os sentimentos que se vivem em três dias, naquele que é o lugar com mais fraternidade, amor e solidariedade por metro quadrado deste nosso país?



Por razões das tarefas que desempenhei na Festa do Avante!, tive o privilégio de contactar e conversar com muitos dos visitantes da 38ª edição da Festa. Para além das perguntas normais que fazíamos, havia sempre uma que fazia o entrevistado pensar um pouco mais, a procurar palavras para responder à tão "complexa" pergunta: O que mais o/a surpreende na Festa?

De facto, não é uma resposta simples.

Muitos daqueles com quem falámos, era a primeira vez que vinham ao "Avante!". Novos e velhos, com amigos ou em família, decidiram vir conhecer a Festa, porque alguém já lhes tinha dito como era, já tinham ouvido falar, mas finalmente, tinham decidido que este ano queriam ver com os próprios olhos.

É difícil descrever aqui, o misto de sensações de quem nunca imaginou existir algo assim, de quem entra pelas portas da festa e chora de alegria, de quem encontra amigos e camaradas que só vê nestes 3 dias, de quem faz milhares de quilómetros para vir à Festa, de quem pela primeira vez encontrou um espaço que nunca imaginou existir. Pode parecer que estou a pintar demasiado a situação, mas quem lá esteve percebe o que quero dizer.

Nas palavras dos que a construíram durante meses, daqueles que nela trabalham nos 3 dias, nos milhares de visitantes que a vivem, nos olhos de cada uma das pessoas com quem falámos, encontramos sentimentos impossíveis de descrever. Porque de facto, é difícil descrever algo que não tem comparação com mais nada. A Festa não se consegue explicar, vive-se!

Esta obra gigantesca dos comunistas e dos amigos do Partido que a ajudam a erguer, é a demonstração que o sonho colectivo de construir uma sociedade nova, liberta da exploração do homem pelo homem, é possível. Este espaço, de troca de afectos, de sonhos e vontades, de trabalho colectivo, de amor e fraternidade entre seres humanos, de solidariedade internacionalista, de projecto político, afirma-se como o mais belo exemplo dos valores que Abril implantou profundamente no nosso povo.

Neste lugar, nesta Quinta da Atalaia, terra de sonhos e liberdade, os comunistas projectam aquilo que querem para o país. E quando o povo tomar o seu destino nas mãos, há-de nascer um homem novo!.

4 comentários:

  1. ... É uma atmosfera única.

    FG

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  2. Esta festa nunca deixou de ser verdadeira e mágica.
    Se alguém quiser saber o que é uma verdadeira explosão de alegria, tire alguns momentos do seu tempo e aprecie o povo a dançar "A Carvalhesa" a seguir ao hino nacional, depois do comício.
    Não há festa como esta.

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  3. Os comunistas não só bons a organizar festas.

    São bons em tudo que diga respeito ao desenvolvimento harmonioso da humanidade a par da preservação da natureza.

    Os comunistas, os verdadeiros comunistas já demonstraram ao longo da história que são pessoas honestas e competentes para tomar em mãos os destinos do planeta.



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  4. Uma noticia que nada tem a ver com o assunto em discussão.

    Esta noite voltaram a rufar os tambores de guerra na Ucrânia.

    Porochenko num discurso guerreiro voltou a colocar a paz em alto risco.

    Analistas no momento da assinatura do cessar fogo defenderam logo que a intenção de Kiev era respirar um pouco com o objetivo de suster o avanço das autodefesas, principalmente em direção a Mariúpol o principal porto de saída das exportações de cereais e minérios (carvão e aço) .

    Bem; todos os acessos à cidade estão completamente controlados por as auto defesas.

    As perdas das forças nazis foram muito pesadas em homens e material, a ponto de L Kuchma declarar publicamente que foram comparativamente superiores 7 ou 8 vezes em relação à guerra do Afeganistão.


    A elite nazi de Kiev nunca cumpriu qualquer acordo, também não era agora que o iam fazer.

    Vamos estar atentos!


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