Corte na TSU (dos patrões): borlo eu ou borlas tu?

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

A culpa é do sistema

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Sérvia, Europa, Janeiro de 2017
Os agradecimentos aos construtores da União Europeia sucedem-se, nos últimos dias. Afinal, como não agradecer a quem nos atirou dinheiro a troco daquilo que, achávamos nós, era nada? Há melhor incentivo? Claro que não havia outro caminho, nunca há outro caminho. É aquele discurso das inevitabilidades que tão bem conhecemos. Ficámos com estradas que levam a lugar nenhum, porque recebemos dinheiro para modernizar as infraestruturas do país, mas ficámos sem ter o que transportar, porque também recebemos para não produzir, recebendo de fora o que produzíamos, mas não importa. Enquanto houvesse obras públicas, havia de haver emprego. Obra feita, pois claro. Nem pescas, nem agricultura, nem indústria, mas os gigantes da Europa fizeram o favor de nos dar dinheiro. Que agora pagamos com todos os juros, financeira e economicamente.

A alvorada das mulheres #centenário19172017

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

A Revolução bolchevique de 1917 e o transformador processo de construção socialista que se lhe seguiu afectou profundamente todo o século XX e contribuiu para, em todo o mundo, serem criados poderosos movimentos de libertação nacional e social – no seio do qual o movimento comunista internacional, a que Outubro deu origem, desempenhou um papel crucial e decisivo – que transformou a face do nosso planeta.

A Revolução que abalou o mundo teve profundas e impressivas consequências nos direitos humanos e sociais e contribuiu para mudar o papel histórico e a vida dos operários, das classes exploradas e oprimidas, transformando as suas vidas e toda a estrutura jurídica e social não só na então União Soviética como em toda a Europa.

Carta aberta - 1% salva mil cornucópias

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Carta aberta - 1% salva mil cornucópias

Desta vez foi anunciado o fim do Teatro da Cornucópia. Naturalmente, não somos indiferentes a esta decisão e notícia, mas também não ficamos surpreendidos. É cada vez mais frequente vermos estruturas e projectos a encerrar ou a prosseguir à custa da descaracterização profunda do seu projecto artístico. Quem seguiu o trajecto de desinvestimento público na criação artística sabia bem que os actos resultariam em empobrecedoras consequências, o encerramento da Cornucópia é uma das mais visíveis.

Entre muitas declarações públicas, ouvimos o Presidente da República, debaixo dos focos da comunicação social, indagar o Ministro da Cultura sobre possíveis soluções para um caso concreto. Preferíamos que o Presidente da República se tivesse indagado publicamente sobre como foi possível, décadas a fio, sucessivos governos desrespeitarem a Constituição e terem activamente contribuído para o definhamento do tecido social da criação artística em Portugal. O esvaziamento contínuo da criação artística conduz a um consequente empobrecimento da sociedade e da sua capacidade de expressão. Contrariar este esvaziamento é garantir-lhe a liberdade a que tem direito.

Alguém viu alguma notícia na "imprensa livre e democrática" sobre isto?

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016


18 minutos de puro esclarecimento. Conferência de imprensa de uma jornalista Canadiana, com datas e dados concretos, coisas que a própria testemunhou em Alepo, não lhe foi contado por uma fonte anónima nunca verificada.

O SMN e o PS a ser PS

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Ao chegar a acordo com as organizações patronais (CEP, CCP e UGT) relativamente a um aumento do SMN pago pelos próprios trabalhadores através do orçamento da Segurança Social, o governo do PS não se limita a concretizar um acordo insuficiente no valor e errado na forma; o acordo viola igualmente, de forma explícita e inequívoca, as chamadas posições conjuntas que o PS assinou com o PCP, o PEV e o BE. ("Não constará do Programa de Governo qualquer redução da TSU das entidades  empregadoras"). É bom que fique anotado para não haver equívocos no futuro sobre quem começou a dinamitar por dentro do suposto "governo de esquerda".